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Cientistas da UFPR respondem perguntas da sociedade sobre desastres naturais; saiba como enviar sua dúvida

As perguntas podem ser enviadas até o dia 23 de março para o e-mail ou redes sociais da Agência Escola UFPR #AgenciaEscolaUFPR

Por Chananda Lipszyc Buss
Sob supervisão de Chirlei Kohls

Temporais na Bahia, fortes chuvas em Petrópolis, rompimento da barragem em Brumadinho e Mariana. Todos esses foram desastres que aconteceram nos últimos anos em solo brasileiro. Histórias como essas, que acontecem conosco ou ao nosso lado, levam a consequências desastrosas. Talvez você mesmo tenha sido afetado ou conheça alguém que perdeu algo ou até mesmo acompanhado o povo ajudando a recuperar esses locais. 

“Discutir os desastres naturais à luz da ciência é a chave para a transformação”, diz Paulo Pires, pós-doutor em Direito Ambiental e Desastres Naturais na Universidade de Berkeley e professor do Departamento de Economia Rural da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A fim de democratizar esse conhecimento, essa edição do Pergunte ao Cientistas vai responder as perguntas da sociedade sobre esse tema. Para participar da ação, basta querer entender os porquês da situação. O cenário dos desastres naturais pode fazer a gente pensar em diversas questões. Quais os impactos em diversas áreas? E as diferentes formas de lidar com os desastres, quais são? Como prevenir? Quais eventos já aconteceram e quais ainda podem acontecer? Por que isso ocorre? Essas são algumas das possíveis perguntas, mas pode ser qualquer outra coisa que a mente quiser elaborar. 

Você pode enviar perguntas até o dia 23 de março através do e-mail agenciacomunicacaoufpr@gmail.com ou pelas redes sociais da AE, Instagram, Facebook ou Twitter – junto de nome completo, idade, profissão e cidade onde reside. Na primeira quinta-feira de abril, as explicações dos cientistas serão publicadas em matéria no site da Agência Escola e no portal UFPR. Não se esqueça, participe! 

“O tema é bastante relevante. Para as Nações Unidas, os desastres são provavelmente o maior causador de pobreza e diferença entre as populações do planeta. Geram um prejuízo muito grande quando ocorrem”, diz Renato Eugenio De Lima, diretor do Centro de Apoio Científico em Desastres (Cenacid/UFPR) e professor do Departamento de Geologia da UFPR. “Faço o convite para que todos que têm dúvidas, curiosidades sobre o tema, possam apresentá-las e vamos conversar sobre elas”, acrescenta. 

Mas o que são desastres naturais?

Os desastres naturais são fenômenos causados por forças da natureza, como os terremotos, maremotos, erupções vulcânicas, secas, ciclones, entre outros. Porém, é importante pensar que, de acordo com relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), o número desses eventos quintuplicou em 50 anos e uma das razões é algo relacionado ao comportamento humano: as mudanças climáticas.

“Não se pode atribuir a uma causa única às perdas econômicas e de vidas nos últimos eventos naturais extremos, como as chuvas no Rio de Janeiro e a seca no Sul do Brasil”, explica Paulo Pires, pós-doutor em Direito Ambiental e Desastres Naturais na Universidade de Berkeley e professor do Departamento de Economia Rural da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Os desastres naturais que ferem e matam pessoas, devastam cidades e preocupam a população já devem ter saltado aos seus olhos em noticiários. Pelo mundo, alguns deles marcaram a história, como o Furacão Katrina nos Estados Unidos em 2005, o terremoto no Haiti em 2010 e o terremoto e tsunami no Japão em 2011. Também tem exemplos mais recentes. Talvez você se lembre das inundações na Alemanha, Bélgica e Holanda, tornados no sul dos Estados Unidos e extremo calor no Iraque que gerou até a declaração de feriado no país. 

 

Imagem destaque: Arte e diagramação: Letícia Terumi/Agência Escola UFPR

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Sobre a Agência Escola UFPR

A Agência Escola UFPR, a AE, é um projeto criado pelo Setor de Artes, Comunicação e Design (SACOD) para conectar ciência e sociedade. Desde 2018, possui uma equipe multidisciplinar de diversas áreas, cursos e programas que colocam em prática a divulgação científica. Para apresentar aos nossos públicos as pesquisas da UFPR, produzimos conteúdos em vários formatos, como matérias, reportagens, podcasts, audiovisuais, eventos e muito mais.

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