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O que a ciência diz sobre agrotóxicos? Conheça os avanços de pesquisas de diferentes áreas que debatem o tema

Cientistas explicam o impacto do uso de agrotóxicos sob perspectivas distintas como meio ambiente, economia, nutrição e legislação, envolvendo projetos de leis sobre essas substâncias químicas #AgênciaEscolaUFPR

Por Emerson Araújo e Pedro Macedo
Sob orientação de Chirlei Kohls

“A minha qualidade de vida melhorou muito, principalmente minha alimentação”. É o que diz a curitibana aposentada Silvia Maria Caseiro, de 63 anos, após começar a consumir produtos orgânicos do projeto Horta Comunitária em Fazenda Rio Grande, Região Metropolitana de Curitiba. “Ao comer um repolho que compro no mercado, por exemplo, eu sinto diferença na hora e até passo mal, porque tem muito agrotóxico”. 

O consumo de alimentos orgânicos e a busca por mais espaços com esses alimentos no Brasil aumentou de 19% em 2019 para 31% em 2021, conforme a pesquisa Panorama do consumo de orgânicos no Brasil, da Associação de Promoção dos Orgânicos.

Curitibana aposentada Silvia Maria Caseiro em uma das hortas comunitárias na qual planta alimentos orgânicos. Imagem: Arquivo Pessoal/ Divulgação

As Hortas Comunitárias Urbanas são uma iniciativa da Prefeitura de Curitiba em parceria com a Região Metropolitana para cultivo em espaços vazios nas cidades por cidadãos. Os participantes contam com treinamentos sobre vários temas envolvendo a plantação, inclusive adubos e agrotóxicos. “E plantar faz bem para a terra e para quem está cultivando”, afirma Silvia. 

Muito do proposto pelas Hortas Comunitárias está também no incentivo a uma alimentação com menos agrotóxicos, como também é o caso da Jornada de Agroecologia. O evento que chegou a sua 19ª edição neste ano reúne movimentos sociais, populares, do campo e organizações não-governamentais atuantes no Paraná que assumem um papel de incentivo à reforma agrária, defesa da agricultura camponesa e agroecologia.

De forma itinerante, o evento acontece em diversas cidades no estado. Neste ano, a Jornada foi realizada entre os dias 22 e 26 de junho no Campus Rebouças da UFPR e contou com diversos shows, oficinas, seminários, exposições fotográficas debates e apoio da sociedade civil e acadêmica. 

A Jornada de Agroecologia contou com diversas atrações de conscientização sobre alimentos orgânicos e agroecológicos. Imagem: Emerson Araújo/Agência Escola UFPR

Essa tendência de consumir produtos cada vez mais orgânicos vem do surgimento de cada vez mais pesquisas científicas envolvendo o uso dessas substâncias químicas nos cultivos e na agricultura. 

Pegando o gancho de histórias como a de Silvia, a Agência Escola da UFPR conversou com especialistas das áreas de Economia, Agronomia, Nutrição e Química para falarem sobre a importância do estudo de agrotóxicos sob suas perspectivas de pesquisa. Entre os estudos realizados podemos encontrar a relação dos agrotóxicos com os aparelhos econômicos do Estado e como ele tem um papel importante na economia. É possível estudar também o seu impacto na produção alimentícia de uma população sob a ótica da engenharia de alimentos, a fiscalização sobre as quantidades consideradas corretas e aprovadas pela Química. Bem como as consequências nutritivas de um consumo de agrotóxico pela população.

Junho é um período tradicionalmente ligado com as temáticas ambientais. Foi neste mês que aconteceu a Conferência Eco-92 no Rio de Janeiro, pela primeira vez em terras brasileiras, que destacou as discussões ambientais na década de 1990. 

Neste ano, aconteceu a Estocolmo 50+ entre os dias 2 e 3 de junho, que marca os 50 anos desde a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, que introduz pautas ambientais de forma internacional e aumenta o espaço para debate. 

Pesquisa e educação ambiental

O engenheiro agrônomo e professor do Setor de Ciências Agrárias Afonso Takao Murata nasceu e viveu ao lado dos agrotóxicos. Ele é filho de agricultores na cidade de Guaíra, interior do Paraná. Mesmo sem energia elétrica e nem água encanada, ele tinha acesso a produtos químicos. Na época, a família usava o Dicloro-Difenil-Tricloroetano (DDT), hoje totalmente proibido. “Muitos problemas endócrinos que possuo hoje são devido ao contato com esse tanto de agrotóxico na infância”, conta.

Afonso durante muitos anos estudou e trabalhou na produção de agrotóxicos. Realizou seu mestrado na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) sobre o assunto. No doutorado pela Universidade de São Paulo (USP) criou uma patente de uma substância com efeito inseticida. A mudança de posicionamento ocorreu em 2001, quando foi convidado por um colega para trabalhar na Paraíba com laranjas orgânicas.

Foi a partir desse momento que o pesquisador começou a entender a importância de estudar os agrotóxicos. “Fui trabalhar com a agricultura orgânica e então meus horizontes se abriram”, conta o pesquisador. “Tive acesso à agricultura orgânica, ao agricultor familiar e comecei a entender as coisas. Segui uma caminhada diferente em que percebi que precisamos mudar nosso modo de vida em relação aos agrotóxicos”, afirma.

O professor Afonso explica serem vários os motivos que reforçam as dificuldades para o Brasil sair dos agrotóxicos. O dinheiro é um deles. A outra é que não estamos preparados totalmente para acabar com o consumo desses componentes, porque basicamente a maioria de nossas plantas foram domesticadas para essa prática. Além disso, o processo de transição é longo e nesse meio tempo a sociedade não teria como se abastecer sem o uso de agrotóxicos, como explica o pesquisador. 

Para auxiliar nessa mudança de mentalidade, Afonso ministra cursos gratuitos para a comunidade com foco em mudança de hábitos alimentares e desincentivo ao uso de agrotóxicos. Em 2022, o professor já realizou o curso de identificação de cogumelos comestíveis e o próximo curso será de agricultura urbana focado em escolas para incentivar o consumo de orgânicos com as crianças. 

Alfaces cultivados pela horta comunitária onde Silvia participa. A ideia do professor Afonso Takao Murata é proporcionar algo similar. Imagem: Arquivo Pessoal/Divulgação

Além de todas as pesquisas e cursos na área, Afonso e sua equipe da UFPR começarão um projeto em uma escola de Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba, para envolver pais e alunos na agroecologia. Uma área livre do terreno da escola será usada para o plantio de alimentos orgânicos, sem agrotóxicos, que poderá abastecer a instituição. “O ser humano tem mania de deixar para resolver os problemas no futuro, mas não temos essa segunda chance. Precisamos preservar nosso planeta e conscientizar as crianças, que serão os futuros consumidores, sobre a importância de uma educação ambiental”, defende o pesquisador.

Agrotóxicos como modelo econômico

Outra perspectiva de estudos sobre a questão dos agrotóxicos é a econômica. Esses produtos químicos fazem parte de um pacote tecnológico chamado Modernização da Agricultura e está ligado com a Revolução Verde, logo após a Segunda Guerra Mundial. Essa revolução resultou na introdução de diversas tecnologias para aumentar a produção agrícola no mundo.

O professor do Departamento de Economia da UFPR Victor Manoel Pelaez Alvarez explica que muitos dos agrotóxicos foram enquadrados durante a Guerra Fria para reforçar o papel capitalista nas produções. “Os Estados Unidos precisavam se legitimar em frente ao bloco comunista e precisavam de um intensivo uso de insumos químicos para aumentar a produtividade”, explica. O pesquisador reforça que esse modelo atual é fortemente subsidiado, porque sem ele a economia não sobrevive.

Para o professor, nenhuma tecnologia é neutra. Isso explica o motivo pelo qual o Brasil se tornou um grande usuário de agrotóxicos. Grande parte dos agricultores aderiu ao pacote tecnológico para conseguir mais linhas de crédito, incentivos de produção e até empréstimos. Mas, uma das requisições deste pacote é o uso de agrotóxicos na produção. “Usa-se o crédito para convencer as pessoas de utilizarem essas tecnologias, que envolve uma perspectiva de médio e longo prazo e desmotiva as pessoas a usarem o orgânico como trabalho”, explica Victor.

No ramo da pesquisa, em 2008, em uma parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Victor e sua equipe iniciaram um grupo de análises e pesquisas para mapear e compreender a indústria de agrotóxicos no Brasil. Mesmo sendo um mercado pouco estudado na época, as empresas eram obrigadas a enviar relatórios anuais de comércio e importação para os órgãos reguladores, o que auxiliou na coleta de dados.

A parceria foi até 2012 e como resultado os pesquisadores conseguiram localizar e determinar quais eram os ingredientes ativos mais importantes para as empresas, possibilitando que a Anvisa pudesse fiscalizar de maneira ativa as produções no país. Além disso, gerar dados sobre o consumo e comércio dos agrotóxicos no Brasil. Os dados produzidos no estudo são utilizados até hoje e conseguem mostrar o quão complexo é o mercado dos agrotóxicos em nosso país, evidenciando a importância de estudarmos e compreendermos isso do ponto de vista econômico, conforme o pesquisador.

Pesquisas de identificação dos agrotóxicos

A professora do Departamento de Química e membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC) Elisa Orth nasceu e cresceu nos laboratórios. Filha de cientistas, Elisa desde cedo auxiliava seus pais em pesquisas e experimentos. Seu pai é agrônomo e trabalhou em várias pesquisas ligadas aos agrotóxicos, o que despertou o interesse dela. 

Formada em Química e com grande parte da carreira acadêmica focada na área dos agrotóxicos, Elisa trabalha há três anos em um método inovador de monitoramento de produtos químicos nos alimentos. Com intuito de criar mecanismos mais rápidos e baratos de fiscalização, a pesquisadora desenvolveu uma fita capaz de analisar a quantidade do pesticida glifosato presente na superfície. O resultado sai em 20 minutos.

A pesquisadora Elisa Orth contribui para o desenvolvimento de um método de monitoramento de agrotóxicos que pode ser usado em fiscalização. Foto: Marcos Solivan/Sucom-UFPR

A cientista defende ser necessário dar subsídios para que o próprio cidadão consiga identificar essas substâncias. “Hoje ninguém precisa aceitar um alimento contaminado com a possibilidade das pessoas comprarem orgânico. Mas, atualmente, não existe um método que ajude uma pessoa comum a saber o que tem no alimento que ela come”, conta. 

Além de ter baixo custo, a fita é prática para ser usada e pode se tornar muito útil na vida da população. “Se você tem um alimento que você julga estar contaminado, você lava o alimento e com a mesma água coloca a fitinha. Pela cor conseguimos saber se está contaminado”, afirma a pesquisadora. O próximo passo do projeto é tornar cada vez mais efetivo e menos demorado o tempo de espera para a análise.

A professora defende o fim do uso de agrotóxicos. Mas, para isso acontecer, reforça a necessidade de fiscalizar que ninguém esteja usando mais do que permitido às quantidades um produto que faz tão mal às pessoas ao longo prazo. “Armas químicas foram proibidas há 50 anos e ainda as vemos atualmente. Portanto, o agrotóxico para ser proibido precisa existir uma garantia de alternativa segura e uma boa distribuição de alimentos”, avalia.

Elisa ainda reforça a necessidade da confiança nos pesquisadores. “Como alguém do Departamento de Química posso falar ser muito importante estudarmos agrotóxicos, porque a química estuda as moléculas com o meio ambiente e o corpo. Se a gente conhece o mecanismo por trás disso, sabemos o mal que ela pode causar, mas também a solução para isso”, finaliza.

Incentivo à pesquisa e à fiscalização

O assunto agrotóxicos voltou a ser muito discutido neste ano quando em março a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6299/02. O projeto se tornou polêmico pelas enormes mudanças realizadas na fiscalização dos agrotóxicos no país. Parlamentares da bancada de oposição começaram a chamar o projeto de “PL do Veneno”, por dificultar a fiscalização e abre brechas para aumentar cada vez mais o uso de agrotóxicos em alimentos, alguns até mesmo banidos de outros países. 

Laís Carneiro é engenheira ambiental e doutoranda na área de Ecologia e Conservação pela Universidade Federal do Paraná. Após conhecer e estudar sobre a PL do Veneno, Laís e os pesquisadores Larissa Faria, Natali Miiller, André Cavalcante, Afonso Murata e Jean Ricardo Simões Vitule, professor da UFPR e coordenador do Laboratório de Ecologia e Conservação, escreveram uma carta de opinião relatando os problemas que as mudanças na legislação podem causar ao planeta. Com o título de “Brazilian pesticides law could poison the world” (Lei brasileira de pesticidas pode intoxicar o planeta), o texto foi enviado e publicado na revista “Science”, uma das publicações científicas mais conceituadas do planeta. 

Entre as principais preocupações estão os fatores políticos e econômicos, que podem falar mais alto do que a saúde e qualidade dos alimentos. A pesquisadora afirma que o assunto não está sendo abordado da maneira que deveria ser feita no país. “Eu assisto o jornal com meus pais e isso não parece ter tido um grande impacto e percebemos que mesmo quando uma revista conceituada de fora [a Science] está mostrando os efeitos desse PL [projeto de lei], continua passando batido”, explica.

Laís reforça que estudar os agrotóxicos é uma questão de saúde pública. “Atualmente já não temos tanta tecnologia no Brasil para controlar a aplicação, então precisamos de órgãos ativos para verificar e fiscalizar o uso dessas substâncias em nosso país”, alerta. Desta forma, a ciência é uma das formas mais eficazes para mostrar os malefícios.

Em relação ao projeto de lei aprovado na Câmara, Laís é crítica. “Não é somente uma questão científica, o PL [projeto de lei] abre brecha para interesses políticos”, comenta. Ela explica que a lei anterior de 2002 estabelecia critérios mais rígidos para a aprovação do uso de agrotóxico no país. Antes, qualquer produto inserido no mercado brasileiro precisaria da aprovação de três pastas: da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Ministério da Agricultura. Desta forma, se qualquer um dos órgãos fizesse uma análise e identificasse que o agrotóxico em questão possui riscos para a saúde, o fabricante era obrigado a refazer o processo e mudar a dosagem ou composição química. 

O novo projeto de lei, no entanto, passa a palavra final somente ao Ministério da Agricultura. “Nós pesquisadores sabemos que isso pode ser um risco, porque você tira o poder de veto da agência de saúde e da agência de meio ambiente, que possuem profissionais adequados para fazer essa avaliação”, explica Laís.

A pesquisadora reforça outro ponto da lei: diminuir o tempo de aprovação dos agrotóxicos. Para resolver essas questões, Laís explica que bastam investimentos nos laboratórios e testes. “É preciso escutar os pesquisadores e investir nessas pessoas. O Governo alega que faltam profissionais para realizar as testagens. Então se a questão é tempo, precisa investir no processo. Não é enfraquecendo um órgão regulador que você vai deixar tudo mais rápido“, explica.

O impacto do agrotóxico na saúde

Mesmo que seja relativamente complicado e cara a retirada total dos agrotóxicos na alimentação diária, existem outros métodos para diminuir a exposição aos compostos. Segundo a nutricionista Sara Likes, comprar as verduras e frutas na melhor época de plantio pode já fazer uma enorme diferença, pois não precisam de tantos agrotóxicos para o cultivo. “Eu sempre aconselho meus pacientes a buscarem as frutas e verduras da sazonalidade, visto que elas são mais saborosas e mesmo que não sejam orgânicas levam menos agrotóxicos para serem cultivadas”, comenta. 

Os orgânicos oferecem uma opção mais saudável na alimentação diária. Na foto, uma couve-flor plantada na horta comunitária em que Silvia participa. Imagem: Arquivo Pessoal/Divulgação

Além disso, ela reforça a importância do consumo desses alimentos na dieta para a manutenção da saúde. “Sempre estimulo a ingestão de maior quantidade de verduras devido ao seu grande fornecimento de vitaminas e fibras, que auxiliam na saúde do indivíduo e na saciedade”, explica.

Por isso, estando envolvida com as questões alimentares e orientando seus pacientes a sempre procurarem o melhor produto, Sara afirma que o nutricionista precisa estar sempre atualizado em relação ao tema dos agrotóxicos. “É preciso compreender os reais riscos de cada fertilizante utilizado na alimentação diária. O aumento dos fertilizantes permitidos põe em risco a segurança alimentar da população. Por isso precisamos pesquisar esse tema”, defende. 

“O papel do nutricionista vai além de calcular as quantidades de cada alimento. Precisamos estar sempre a par das situações com relação aos alimentos. Por isso a importância e a relevância de estudos voltados para alimentos orgânicos e sobre os riscos que os chamados convencionais nos oferecem”, acrescenta.

A nutricionista reforça que antes de tomar qualquer decisão é necessário refletir e estudar mais os efeitos dos agrotóxicos na sociedade. “Além da segurança do alimento, devemos considerar o impacto negativo que a produção com agrotóxicos gera na água, no solo e na saúde do produtor exposto a inúmeras substâncias tóxicas, algumas cancerígenas”, conclui.

Enquanto não sabemos do futuro do projeto de lei no país e não conseguimos eliminar totalmente os agrotóxicos do cotidiano, os pesquisadores recomendam ainda mais o debate sobre os agrotóxicos e incentivam que as pessoas façam como a Silvia, nossa personagem do início do texto. Consumir orgânico e investir em projetos de Horta Comunitária podem ser um dos primeiros passos no caminho de uma alimentação cada vez mais saudável e menos tóxica. “Eu sempre incentivo as pessoas que vão lá comprar os nossos produtos plantados”, conta orgulhosamente Silvia. “Levo para conhecerem que a gente não joga veneno forte e evita qualquer doença que sabemos que os agrotóxicos trazem”, diz.

Ela finaliza com um convite para visitar a Horta Comunitária. “Nossa horta, além de fazer muito bem para a saúde, deixa seu prato com sabor delicioso. Venha conhecer!”.

 

Foto destaque: Vitor Dutra Kaosnoff por Pixabay/Divulgação

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