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“Ciência é fundamental para compreender evolução política nestes 90 anos do Código Eleitoral”, reforçam pesquisadores

Pesquisas científicas na universidade debatem compreensão sobre representação política em nosso país e auxiliam no desenvolvimento de mecanismos em defesa da democracia #AgênciaEscolaUFPR

Por Pedro Macedo
Edição de Chirlei Kohls

Chegamos ao terceiro texto da série especial desenvolvida pela Agência Escola UFPR sobre os 90 anos do Código Eleitoral Brasileiro, criado em 1932. Começamos o primeiro texto abordando uma frase ancestral associada a Heródoto (485 a.C. – 430 a.C.), historiador e geólogo turco, que diz o seguinte: “Pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro”.

Ao voltarmos para os ensinamentos de Heródoto compreendemos a importância de conhecer o passado para garantir o desenvolvimento do futuro. Isso se aplica às mais diversas frentes, incluindo quando falamos das pesquisas na Ciência Política. Existem várias ações dentro da universidade pública que se dedicam a pesquisar e estudar esses fenômenos eleitorais e como funciona o exercício de poder no Estado. Não somente o voto feminino e a representação como abordado mais profundamente no segundo texto, mas as eleições, a Justiça Eleitoral e o Código Eleitoral para garantir o funcionamento das leis em prol da democracia.

Neste texto trazemos as visões dos pesquisadores que reforçam a necessidade das pesquisas na área como feitas pela universidade. Se você ainda não leu a primeira reportagem desse especial, acesse aqui. Para ler a segunda reportagem especial, clique neste link.

O papel das pesquisas

As pesquisas acadêmicas possuem um grande impacto quando pensamos em entender não somente a evolução da nossa história eleitoral como para reconhecer as desigualdades políticas. “Precisamos de pesquisas acadêmicas para reconhecer não apenas os dados acerca da desigualdade da representação feminina, mas também os dilemas do comportamento político das mulheres”, defende Simone Simone Meucci, coordenadora do Programa de Pós-graduação em Sociologia da UFPR. “Pesquisas sérias nos ajudam a refletir trazendo para o debate social as reivindicações e contradições da nossa sociedade”, finaliza.

Diário de Notícias publica matéria sobre a promulgação do novo código. Fonte: Tribunal Regional Eleitoral – Rio Grande do Sul

Michele Goulart Massuchin, pesquisadora do Programa de Pós-graduação em Ciência Política da UFPR, reforça que é através dessas pesquisas que conseguimos entender como está o movimento político feminino no nosso país. “A pesquisa precisa acontecer para que a gente entenda o motivo de ainda termos dificuldades de eleger mulheres e como solucionar esses problemas”. Para ela, a continuidade dos estudos também é necessária devido às mudanças de gerações ao longo dos anos e as novas perspectivas sociais que vão sendo compreendidas. “Embora a gente já tenha uma série de pesquisas que discutem, principalmente, a questão de gênero na política, não é porque instituímos a necessidade de votar e ser votada em 1932, que isso já não precisa mais ser investigado”, defende. “Se a gente não faz pesquisa sobre isso, não conseguimos explicar essas questões de representatividade ou mesmo de leis que exigem a presença mínima de mulheres candidatas nas eleições”, finaliza.

Entre as pesquisas exemplificadas pela especialista estão estudos sobre o tempo de propaganda eleitoral na televisão quando comparado a homens e mulheres, as diferenças no financiamento e como isso traz modificações no desempenho do candidato ou candidata. Bem como já mencionado no texto, pesquisas que tentam mapear os tipos de mulheres que hoje ocupam os espaços de representação política.

Existem diversos grupos de pesquisa em Ciência Política (instituições políticas, sistemas eleitorais etc.) que estudam o Código Eleitoral e as eleições. Uma forma em que é possível conhecer os grupos que se dedicam à investigação desse tema no Brasil é através do Diretório de Grupos de Pesquisa – os grupos de pesquisa do Programa de Pós-graduação em Ciência Política da UFPR você confere neste link.

A Agência Escola UFPR divulgou neste ano um boletim sonoro Pro Seu Conhecimento com a participação do professor Bruno Bolognesi, do Departamento de Ciência Política da UFPR, falando sobre o que faz um cientista político. Ouça abaixo:

Confira abaixo as outras duas matérias da série especial 90 anos do Código Eleitoral Brasileiro:

Do voto secreto à participação feminina: pesquisadores da UFPR contextualizam importância dos 90 anos do Código Eleitoral Brasileiro

O voto e a representação feminina na política nos 90 anos do Código Eleitoral Brasileiro

 

Veja também o infográfico especial feito pela Agência Escola UFPR que explica o trajeto dos 90 anos do Código Eleitoral brasileiro neste link.

 

Foto destaque: Contracapa do livro publicado com o Código Eleitoral Brasileiro em 1932. Foto: Tribunal Superior Eleitoral.

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Sobre a Agência Escola UFPR

A Agência Escola UFPR, a AE, é um projeto criado pelo Setor de Artes, Comunicação e Design (SACOD) para conectar ciência e sociedade. Desde 2018, possui uma equipe multidisciplinar de diversas áreas, cursos e programas que colocam em prática a divulgação científica. Para apresentar aos nossos públicos as pesquisas da UFPR, produzimos conteúdos em vários formatos, como matérias, reportagens, podcasts, audiovisuais, eventos e muito mais.

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