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A importância da Iniciação Científica

Entrevista com Fernanda Pinhelli, estudante da UFPR que ganhou o 13º Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica do CNPq, na área de Ciências da Vida, quando ainda estava no 3º ano de Ciências Biológicas. #AgenciaEscolaUFPR

Por Karen Sailer

“Quero terminar o mestrado, fazer o doutorado e quem sabe continuar com a carreira de pesquisadora. Esse seria o meu sonho!”, me contou a Fernanda Pinhelli, com um sorriso contagiante, quando a perguntei sobre suas perspectivas para o futuro. Ela é uma aluna apaixonada por pesquisa, que desde o primeiro ano da graduação até o mestrado não saiu do laboratório. A Fernanda é mestranda na UFPR em Bioquímica e Biologia Molecular e se formou em Ciências Biológicas aqui na Universidade. Ela conta que a pesquisa é algo que foge da rotina. “Todo dia você tem uma pergunta nova para responder e isso me motiva,” disse ela.

A relação da Fernanda com a pesquisa, inclusive, rendeu um prêmio. Em 2016, quando ela ainda estava na graduação, venceu o 13º Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica do CNPq, na área de Ciências da Vida. Sua pesquisa, realizada durante a Iniciação Científica, permitiu que fosse possível estudar o genoma sem a necessidade de isolar e identificar o DNA. Nós, da Agência Escola, conversamos com a Fernanda sobre a sua investigação e a importância de participar de iniciações científicas logo no início do curso. A estudante também nos contou sobre como o prêmio a incentivou a continuar sua carreira como pesquisadora.

Crédito: Setor de Ciências Biológicas.

AGÊNCIA ESCOLA: Como surgiu o gosto pela pesquisa? Qual foi o primeiro passo para começar a pesquisa acadêmica?
FERNANDA PINHELLI: Eu fiz um curso técnico de Biotecnologia e nesse curso havia uma disciplina chamada Biologia Molecular. Nela, eu tive uma professora maravilhosa, que nos incentivava muito a estudar e sempre falava sobre a sua rotina no laboratório, pois na época ela também fazia uma pós-graduação. Ela nos incentivou a ir para a área que lecionava. Então, procurei um curso que tivesse biologia molecular para que eu pudesse atuar justamente nessa área e foi assim que eu entrei no curso de Ciências Biológicas. Já na minha primeira semana de aula eu mandei um e-mail para o professor Emanuel Maltempi de Souza, que é meu orientador até hoje, perguntando se eu poderia fazer Iniciação Científica. Então, ele me recebeu, me orientou e eu estou aqui, desde então.

AE: Quais os benefícios para a sociedade vocês buscaram durante a realização da pesquisa que a fez conquistar o 13º Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica do CNPq, na área de Ciências da Vida?
FP: No grupo de pesquisa, um pesquisador fez a extração do DNA do solo da Serra do Mar e encontrou uma enzima que tem uma interessante aplicação industrial. Então, a ideia do meu projeto era caracterizar essa enzima para podermos conhecê-la melhor. Geralmente, quando fazemos prospecção de enzimas, para procurar novas enzimas, cultivamos os organismos em laboratório. Mas, nesse caso, não precisamos cultivar os organismos em laboratório, nós fizemos a extração do DNA direto do solo, sem cultivar esse micro-organismo. É bem mais rápido. Eu vou direto no DNA, ao invés de precisar cultivar o micro-organismo em laboratório.

Fernanda Pinhelli no 13° Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica do CNPq. Crédito: Arquivo pessoal.

AE: Quais foram os benefícios pessoais que essa pesquisa te proporcionou?
FP: Primeiro foi a oportunidade de ganhar a bolsa de mestrado, pois me deu um incentivo para continuar a estudar. Um aprendizado logo de início abre portas para os próximos. Mas, principalmente, eu acredito que seja a oportunidade de continuar no grupo de pesquisa e poder fazer o mestrado para dar continuidade à pesquisa.

AE: Quando você encontra os calouros pelo campus, ou tem contato com o pessoal da graduação, você costuma incentivá-los a participar de pesquisas durante o curso?
FP: Claro! Eu falo para todo mundo fazer iniciação científica. Eu sempre conto que eu já entrei na primeira semana no laboratório e estou aqui desde então. E eu incentivo também as pessoas a procurarem vários laboratórios durante a iniciação científica para encontrar o que mais se identifica. Faz muita diferença na graduação, pois você enxerga o que está aprendendo com outros olhos, facilita na hora de fazer as disciplinas e é bom para ter a experiência de laboratório, na qual você conhece melhor a área de atuação, que pode ser uma das áreas do biólogo.

AE: Por qual motivo você decidiu fazer o seu mestrado na UFPR?
FP: O Departamento de Bioquímica da UFPR é conceituado. E também por eu já conhecer o meu orientador e a estrutura que tenho aqui. Eu queria continuar na área de pesquisa que me interesso e que eu já estudava. É um excelente lugar!

Confira também a entrevista que Fernanda Pinhelli concedeu para o Primeira Pesquisa:

Agência Escola de Comunicação Pública e Divulgação Científica e Cultural da UFPR é um projeto técnico-científico do Setor de Artes, Comunicação e Design (SACOD) a partir de um convênio com a Funpar e tem na Superintendência de Comunicação e Marketing (SUCOM) um espaço privilegiado para realização do trabalho.

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